sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Sobre o que é esse blog?

Here's the deal: terminei um namoro recentemente, há menos de 3 meses, e resolvi fazer um tinder.

Na verdade, há mais lacunas que tem de ser preenchidas entre um evento e outro. Depois de terminar um relacionamento de quatro anos e meio, sai com outra pessoa até bastante cedo (duas semanas depois) - e, o que é mais impressionante no meu caso, sem ajuda do tinder! - até que chegou um ponto em que ela disse que queria que fossemos só amigos, por várias razões, entre elas, o fato de eu ter sido muito intenso e muito rápido com tudo. 

De fato, foi ela que me recomendou fazer um tinder, para que eu conhecesse outras pessoas, com a ideia implícita de que eu tinha que me acostumar a sair mais casualmente. 

Então, no dia em que ela me "deu um fora", fiz um tinder, como ela sugeriu, e fui ver no que que dava.

Mas, here's the deal²: em todos meus 27 anos de vida, eu só sai com duas pessoas, que foram as minhas duas únicas namoradas, se não contarmos os namoros virtuais de adolescência. Para quem isso não ficou óbvio depois dessa última sentença, sou uma pessoa um tanto nerd, completamente sem experiência em sair casualmente e conhecer novas pessoas. Assim, apesar de talvez ter me saído relativamente bem depois do término do meu namoro, ao menos para quem nunca tinha saído casualmente antes (inacreditavelmente, consegui chamar uma pessoa, a pessoa aceitar, a gente sair e ficar, de primeira!), o fato é que eu ainda estou me debatendo com um monte de coisas sobre essa história de conhecer casualmente outras pessoas, e muitas dessas coisas se revelam para mim por meio da minha experiência com o tinder. Muitas coisas sobre esse meio são incrivelmente difíceis para mim de processar, e talvez expliquem as razões de meus primeiros desapontamentos com a experiência toda e com os "fracassos" por que passei em função desse meu "estranhamento" com como todo esse meio, como esse tal de "dating pool" funciona. 

Eu podia dizer que estou fazendo esse blog por uma razão altruísta, porque quero que outras pessoas como eu possam contar com a minha experiência para lidar melhor com esse tipo de situação e saber dos contratempos e do básico que elas precisam saber para poder navegar nesse espaço. E, embora, é claro, seja ótimo e excelente se as pessoas puderem usar esse blog dessa forma, e eu realmente espero que elas possam fazê-lo, essa não é a minha motivação primária para escrevê-lo.

Na realidade, a verdade é muito mais egoísta. O fato é que eu preciso escrever sobre isso para me expressar, porque sou uma pessoa muito sentimental e essa experiência toda está mexendo muito comigo. Por isso conclui que precisava expor esses sentimentos e pensamentos em algum lugar, até para que fosse capaz de processá-los e compreendê-los. 

Eu acho que assim, em certo sentido, o título, "Diário de um nerd no tinder", expressa tanto algo de mais específico quanto algo de mais universal: porque, embora vá falar, em larga medida, das minhas experiências no tinder, o fato é que, em verdade, o tema central desse blog é o de um nerd, acostumado a se envolver em relacionamentos sérios, tentando se adaptar ao mundo dos relacionamentos casuais, e tendo que aprender um monte de coisas que ele nunca aprendeu antes e que, já estando com certa idade, tem que muitas vezes aprender e adivinhar por conta própria. Em suma, creio que seja essa experiência "mais ou menos traumática" que justifica que eu tenha que fazer um diário como esse sobre as minhas experiências e as minhas reflexões acerca do "universo das relações casuais". 

Não sei se alguém além de mim vai algum dia chegar a ler o que eu escrevo aqui. Também não importa muito. São coisas que tenho que "botar pra fora", "lançar ao mundo". Se alguém vai chegar a ver o que assim expus ou o que assim coloquei no mundo, isso é uma questão secundária. Basta, para o processo que importa aqui, que esteja disponível para quem quiser o ler, e que eu esteja escrevendo tendo essa consciência. 

Então, esse é o começo de um blog sobre as minhas aventuras como um nerd no tinder. Qual será o desfecho dessa aventura, ou se ela sequer terá um desfecho, isso é algo que talvez, em larga medida, dependa do que eu vier a escrever aqui, e de como isso me ajudará a compreender aquilo mesmo pelo que passo ao entrar nesse "mundo misterioso" do "pavio" das relações casuais. Que a aventura comece! :P

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